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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Pulmão gigante no Parque das Bicicletas

Entre os dias 30 de abril e 2 de maio, um pulmão gigante foi a grande atração do Parque das Bicicletas, em Moema, na Zona Sul de São Paulo. A estrutura inflável de 190m² foi instalada em uma área de cerca de 300m² e reproduziu minuciosamente o pulmão humano permitindo que o público entrasse pela traquéia e conhecesse todas as características do órgão e seus principais problemas. O parque foi escolhido pois é visitado diariamente por vários atletas e ciclistas e o pulmão gigante pretende associar atividade física, saúde respitatória e qualidade de vida.


Os principais objetivos são informar e alertar a população sobre as principais doenças respiratórias, as formas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O inflável é dividido em sete compartimentos interligados entre si e produzidos em material translúcido, com ventilação natural, com texturas que simbolizam as doenças do pulmão. Além disso, haverão também textos explicativos e vídeos abordando as doenças mais comuns. Os visitantes vão poder caminhar pelo órgão inflável, e conhecer as sete salas, cada uma com um tema: Tuberculose, Asma, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), Doença Intersticial, Câncer, Pneumonia e Tabagismo.


Uma parceria entre a Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) e da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) foi responsável pela iniciativa. Quem apoiou também a realização foi o Secretário Municipal de Esportes, Dr. Walter Feldman, que disponibilizou o Parque das Bicicletas para a exposição educativa. A exposição fez parte da celebração do Ano do Pulmão, que vem sendo comemorado em 2010 por sociedades médicas de diversas partes do mundo.


“Queremos oferecer à população informações sobre as características de todos estes males que atingem a saúde respiratória, abordando os principais fatores de risco, prevenção, detecção e a importância do início precoce do tratamento, qualquer que seja a patologia, de maneira lúdica, de modo a chamar a atenção e conscientizar desde as crianças até os mais experientes”, afirmou a Drª. Jussara Fiterman, presidente da SBPT.


Estima-se que aproximadamente 20 mil pessoas visitaram o Pulmão Gigante durante sua passagem pela capital paulista.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Possível demolição do Minhocão

Recentemente o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, anunciou um projeto de demolição para o elevado Costa e Silva, mais conhecido como Minhocão. O elevado foi inaugurado em 1971 na gestão de Paulo Maluf e desde então tornou-se um enorme problema urbano e social na região central de São Paulo. A região se tornou ponto de prostituição, mendicância e uso de drogas, além da incauculável poluição visual e sonora que prejudica moradores do local. O elevado possui inclusive horários determinados para o funcionamento pois em alguns pontos a distância deste aos apartamentos é de apenas 5 metros.


Inúmeros epecialistas são a favor da demolição. "A intenção é, de certa forma, incentivar o mercado imobiliário a fazer um investimento na região e, com essa valorização, promover a demolição do elevado. A região do elevado merece um projeto independente de uma proposta tão ampla, a demolição do Minhocão deveria ser imediata" afirmou Flamínio Fichmann. Ele também disse que um túnel seria uma alternativa mais inteligente e que é possível direcionar o fluxo de trânsito para vias alternativas, visto que o agravamento do trânsito que eventualmente seria causado pela domolição do elevado é uma preocupação do projeto. "A cidade mais perde do que ganha com o elevado Costa e Silva. É um absurdo uma cidade privilegiar vias elevadas, que abrigam mendigos embaixo, hoje já existem outras técnicas alternativas e baratas. O elevado se tornou uma cicatriz para São Paulo", afirmou.

Um projeto desse porte obviamente demanda tempo tanto para a demolição quanto para adequação. Assim o mercado aposta que se houver viablização do projeto, a demolição ocorreria no mínimo em 2025. Isso se torna motivo de descrença para a população e profissionais ligados ao projeto, pois mudanças políticas podem prejudicar o andamento do projeto.

Elevado em uma cena do filme "Ensaio Sobre a Cegueira"

No link a seguir há uma entrevista interessante com o cineasta Fernando Meirelles, também arquiteto e urbanista, que apóia o projeto de demolição.

http://migre.me/N7qI

segunda-feira, 29 de março de 2010

Caiaques no Rio Pinheiros

Durante o mês de outubro de 2006 o artista plástico Eduardo Srur realizou uma intervenção urbana curiosa no Rio Pinheiros. 100 caiaques coloridos com 150 manequins presos por cordas foram colocados em um trecho de 3km do rio escuro e poluído e puderam ser visto diariamente por cerca de 300 mil pessoas.


A intenção do artista foi relembrar como até a década de 40 o rio Pinheiros era plenamente usado por pessoas de carne e osso, que podiam remar e nadar sem a poluição que hoje assola as suas águas. Juntamente com isso, a obra serviu também como denúncia para o descaso com a questão ambiental dos rios urbanos e um apelo a uma tentativa de despoluição das águas e recuperação das margens do rio.


As imagens mais impactantes da intervenção provavelmente são as que mostram os caiaques literalmente sendo carregados pela sujeira do rio. O que poderia ser considerado um acidente que estragou a obra, serviu ainda mais para enfatizar e contextualizar a proposta feita pelo artista.


A obra de Eduardo Srur em grande parte procura retratar a degradação ambiental nas cidades e há também uma outra intervenção realizada em 2008, que vale a penas ser conferida. A exposição "Quase Líquidos" em que 20 garrafas PET gigantes foram inseradas nas margens do Rio Tietê.
http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/2008/03/25/ult4326u770.jhtm